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Diagnóstico – O senhor não tem nada

Um dos meus primeiros pacientes foi o Sr. Antônio (nome fictício), ele sentia muitas dores no corpo há muitos anos. Durante este período procurou vários médicos, fez vários exames e o resultado era o mesmo, os exames não acusavam nenhuma disfunção. Com isso, os médicos, no alto de suas sabedorias, davam o seguinte diagnóstico. - O senhor não tem nada. Foi com esta história que o Sr. Antônio iniciou a primeira consulta, rosto aflito, quase no desespero. Ele era oficial militar reformado, com todas as características que esta carreira dá, e se sentia impotente diante da dor e dos diagnósticos que vinha recebendo até ali. Neste momento, olhei para seus olhos e falei. - Como o senhor não tem nada! O senhor tem dor e vamos cuidar do senhor. E foi assim que eu fiz. Cuidei do Sr. Antônio. Muitas das vezes nossos pacientes têm doenças que não são detectadas pela medicina convencional e fazem uma verdadeira peregrinação pelos consultórios médicos e hospitais. Precisamos ouvir com bastante atenção esta pessoa que veio a nossa procura, entender as suas dores (nem sempre físicas). Por isso a avaliação é muito importante para um tratamento eficaz, além disso temos que anotar o que o paciente não fala, tais como a face, odores, cor, respiração etc. Mas o fundamental é cuidar da pessoa, não só de suas queixas. Um grande abraço em todos e muito sucesso em seus atendimentos.

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Os certos

Há terapeutas que sempre se acham certos em seus tratamentos, não se atentam para as observações de seus pacientes, afinal, ele é o profissional, estudou para isso e o paciente não. Acredito que isso é falta de empatia com o outro, isto é, com o paciente. Eu sempre escuto muito meus pacientes, eles são muito importantes e as suas observações são sempre muito bem-vindas. Quando ele reclama de algum ponto, seja por doer ou causar qualquer tipo de incomodo. Sempre que acontece isso, eu não coloco o ponto. Cabe ao terapeuta saber outras combinações de pontos para o tratamento e isso se consegue através do estudo, muito estudo. Normalmente esse profissional também leva assim a sua vida pessoal, acreditando que ele está certo e os seus amigos, parentes etc. estão errados, ele acredita que é um absurdo e acaba se afastando de todos. Ele pensa que os outros que têm que se adequar a ele, afinal, ele está certo. Este profissional, se tem esta conduta deve, em minha opinião, procurar um tratamento. Acredito que deve ser multidisciplinar, com Acupuntura, tem excelentes combinações de pontos para tratar esta desarmonia e com Psicologia, que é muito importante. Um terapeuta deve sempre estar muito bem de saúde, tanto física quanto mental, o nosso equilíbrio é muito importante para efetuarmos o nosso trabalho com maestria. Você é terapeuta? concorda comigo ou tem uma opinião diferente da minha? Fale aí vamos debater este assunto.

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O poder da combinação de terapias

Foi por indicação de uma terapeuta que esta paciente me procurou, estava com 73 anos há época. Ela relatou que há 2 meses estava com Tendinite no Quadril e inflamação no Nervo Ciático. A dor era pior pela manhã e o ar condicionado fazia com que a dor aumentasse. A dor diminuía com a colocação de bolsa de água quente.  Ela já havia feito tratamento com Tens, Ultrassom e, ao fazer Alongamento, as dores pioraram. Há uma semana fez infiltração onde obteve uma melhora parcial. Fazia Massagem com regularidade, que aliviava, mas não solucionava as dores. A Paciente era Hipertensa, controlada através de medicação, mas era necessário um cuidado maior no atendimento. Devido a gravidade das dores e a idade da paciente, indiquei 2 sessões por semana, o que foi aceito pela paciente. O quadro patológico indicava a necessidade de inserir moxa no tratamento, tendo em vista que as dores pioravam com o frio. Na primeira sessão optei pelos pontos: Taiyang, IG4, F3, VB40, B60, B54(40), B50, B23, VG4, VB30 e Huatores na lombar, inseri a caixa de moxa juntamente coma as agulhas na região lombar. Utilizei também técnicas de Shiatsu após a retirada das agulhas. Na segunda sessão a paciente relatou que sentiu dores ao ficar no ar condicionado, repeti o mesmo tratamento da sessão anterior. Na terceira sessão a paciente estava quase sem dor, mesmo tendo andado muito. Optei em manter o tratamento A paciente estava sem dor na quarta sessão, por este motivo, retirei a moxa do tratamento. Na quinta sessão a paciente não apresentava nenhuma queixa de dor, apliquei o mesmo tratamento da sessão anterior e dei alta a paciente. A aplicação de outras técnicas, além da Acupuntura, (Shiatsu, Moxa, Ventosa etc.) é fundamental para o sucesso dos tratamentos, os resultados alcançados serão muitos mas rápidos e eficazes, por isso amo o que faço, amo ver meus pacientes se recuperando de maneira rápida fazendo com que a a feição da dor se torne a feição da alegria.

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Deixar o paciente roxo com ventosas está errado?

Vários profissionais e alunos me perguntam se deixar o paciente roxo com Ventosas está errado. A minha resposta é sempre - Não, não está errado, mas você pode alcançar os efeitos satisfatórios sem causar roxidão na pele do paciente. Vou explicar melhor. Quando comecei a trabalhar com as terapias orientais utilizava a Ventosa desta maneira, deixando as pacientes todas marcadas, com isso elas não podiam ir a praia. Para uma carioca da zona sul isso é quase que cortar suas pernas. Nós adoramos praia, o local mais social e democrático que temos, adoramos exibir o corpo, idolatramos um corpo  bronzeado. Um fim de semana de sol sem ir a praia é muito sacrifício. Com isso, as pacientes, mesmo com as queixas diminuídas elas não voltavam, pois acreditavam que o benefício alcançado não valia a pena devido ao final de semana perdido, era melhor tomar uma medicação. Tive que criar um método que eu tivesse o mesmo resultado, mas sem as marcas, pois com o sol elas podem marcar a pele para sempre. Comecei a associar a Moxa com a Ventosa, criando um método próprio na aplicação da Ventosa para que não ocorresse manchas ou, se acontecesse, fosse o mínimo possível. Foram anos de tentativas, muitos erros e também muitos acertos até ter uma série de protocolos eficazes para as dores mais comuns em consultório.   Deu certo, tão certo que resolvi compartilhar isso para meus alunos através de um curso. Então criei o primeiro curso associando as técnicas de Moxa e Ventosa e deu muito certo. Vários pacientes são beneficiados com os protocolos ensinados no curso, liberando os desbloqueios existente, sanando a dor e os desconfortos causados pelas atividades do dia a dia. Adoro a Medicina Chinesa e seus recursos, melhor ainda, quando podemos adaptar as técnicas as nossas cultura e realidade, mantendo sempre assim a técnica atual através de sua evolução. Se você gostou deste texto, compartilhe em suas redes sociais. Faça aqui o seu comentário, o que você acha disso?

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