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Nem tudo é sucesso – Não alcancei a melhora do paciente

Pé Bem pessoal, nem tudo na vida é sucesso, as vezes nós teremos queixas dos pacientes que não poderemos melhorar, bem afinal Acupuntura não é 100% de resultado e o insucesso faz parte de nossa vida profissional e temos que ter consciência disso. Paciente do sexo feminino, com 58 anos na época, alta executiva de uma grande empresa. Já vinha com um diagnóstico médico, pois há 2 anos se encontrava em tratamento. Tinha Fascite Plantar  e Neuroma de Morton e eram os objetivos do tratamento. Devido a sua profissão utilizava sapatos altos e com bico fino, ou seja, comprimiam os dedos do pé piorando a dor. Já havia procurados vários tipos de tratamento, se consultado com vários ortopedistas e fisioterapeutas. Isso tudo ocasionava muito estresse, prejudicando o seu desempenho no trabalho, pois sentia dores durante todo o dia e, ao final de cada expediente, no próprio escritório, fazia massagem nos pés para aliviar as dores. Havia realizado cirurgias para retirada de um nódulo próximo a tireoide, retirado do útero e alguns cistos. Não fumava, assim como não havia utilizado drogas e não era usuária de bebidas alcoólicas. Tinha 2 filhos das suas 2 gravidezes. No seu histórico familiar tinha o pai hipertenso e mãe com câncer de mama. Na primeira consulta elegi os seguintes pontos: Taiyang, IG4, CS6, BP6, R3, F3, B60, B62, B63, B64, além de efetuar alongamento e massagem com Tiger Balm nos pés. Na segunda sessão a paciente relatou melhora nos dias seguintes a sessão, mas voltou a dor novamente após o terceiro dia. Repeti os pontos da primeira sessão e acrescentei VB20, VB21 e B18.

Na terceira sessão os pés da paciente estavam doendo, mais acentuada no pé direito. Ela relatou que a área do calcâneo estava com uma "sensibilidade esquisita". Desta vez utilizei os pontos: Taiyang, IG4, BP6, R3, F3, VB20, VB21, B18, B60, B61, B62, B63, B64, B65, pontos Ah-shi no calcanhar.

Quarta sessão: Estava bem, dores diminuíram, mas o pé direito doía mais. Alterei a sequência de pontos para: Taiyang, CS6, IG4, E36, BP6, F3, VB20, VB21, B18, B60, b61, B62, B63, B64, B65, além dos pontos Ah-shi no calcanhar. Realizei ainda alongamento e massagem com Tiger Balm nos pés.

As dores tinham diminuído tanto que a paciente, já que estávamos no carnaval, foi ao sambódromo e na quinta sessão o pé estava "maltratado", segundo ela mesma. Repeti os procedimentos da última sessão.

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O grau de desconforto havia diminuído, segundo o relato na sexta sessão, "deu para esquecer". O pé direito continuava doendo mais. Desta vez, além de repetir os pontos da última sessão, incluí Moxa nos pontos B63, B64, B65 E Ah-shi no calcanhar.

A esta altura do tratamento, sétima sessão, esperava estar preparando a alta da paciente, mas não foi isso que aconteceu. Ela "exagerou" no final de semana e estava com as dores aumentadas, mais ainda no calcâneo direito, nova mudança de pontos: IG4, C7, BP6, R3, R2, F3, VB20, B60, b61, B62, B63, B64, B65, Ah-shi do calcanhar e  alongamento e massagem com Tiger Balm nos pés.

O tratamento estava instável, melhorava e piorava, até que na 14ª sessão, alterei radicalmente os pontos, pois a dor no calcanhar continuava, a paciente também havia tido uma virose e as queixas estavam evoluindo para queimação e dor na panturrilha, elegi a nova combinação de pontos: IG4, CS7, R3, R2, F3 B60 e BP6 com R1.

Bem, parece que a combinação de pontos foi acertada, na 15ª sessão a paciente falou que saiu "pisando nas nuvens" após a última sessão. Repeti o mesmo procedimento da consulta anterior.

As consultas seguintes foram de dor, a paciente, em função de suas escolhas profissionais, frequentava muitos shows, utilizava sapatos bonitos, elegantes e inadequados, dentre vários outros fatores. Sentia uma melhora na sua dor e tomava uma atitude que fazia com que ela voltasse. Por esta razão, em uma consulta que ela veio de muleta e com os pés inchados, resolvi não atendê-la mais, mesmo ela relatando que de todas as terapias que ela fazia o tratamento realizado com Acupuntura era o que dava resultados mais significativos.

Estava me sentindo impotente.... Não conseguia adequar o tratamento a realidade da paciente.... Sei que a participação do paciente é, muitas das vezes, fundamental para o tratamento, mas no mundo competitivo em que vivemos, fazer com que as pessoas deixem de trabalhar ou fazer algo que que lhe proporcione alegria e prazer é frustante. Eu estava sendo a bengala da paciente, fazia a consulta, melhorava e voltava as atividades mais desgastantes, fazia a consulta, melhorava....

Como falei no início do texto...nem tudo na vida é sucesso. 

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