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Acupuntura no reumatismo – A importância da continuidade do tratamento

dor nos dedos da mão Quem conhece alguém ou tem reumatismo sabe o quanto é uma doença dolorosa. Essa paciente me procurou já no final do ano 2000, na época ele tinha 61 anos e sentia muita dor nos dedos da mão esquerda devido ao reumatismo (já diagnosticado pelo seu médico). Esta dor havia começado há 2 anos e piorou nos últimos 3 meses, evoluindo para o punho e braço, já não conseguia passar o braço para trás. O braço direito também começava a repuxar.

As dores começaram de forma lenta, devagar e foram evoluindo, ela já havia sido tratada com fisioterapia através de Tens, Laser e US, mas apresentou pouca melhora. Falo sempre para os meus alunos, nunca somos a primeira opção. Existe um ritual seguido pela maioria dos pacientes:

Passo 1: Automedicação - afinal fulana tomou isso e ficou boa;

Passo 2: Aciona o plano de saúde - agenda consulta com o médico;

Passo 3: Toma os medicamentos corretos e faz fisioterapia;

Passo 4: Quando os tratamentos não fazem efeito desejado, o paciente procura a Acupuntura como última opção - espera melhorar em uma única aplicação

Foi isso que aconteceu com essa paciente.

Iniciei o tratamento com a Acupuntura, optei começar por pontos locais e com poucos Meridianos. Os pontos iniciais foram: TA14, TA,5, ID1, ID9, ID10, ID11, ID12, ID14 e Jianneiling. Todos do lado esquerdo.

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Após a sessão, informei a paciente que poderia acontecer um piora dos sintomas (aumento da dor) e que era uma reação comum no tratamento com a acupuntura. Daí a opção por pontos locais e somente 2 Meridianos.

Na segunda sessão a paciente relatou que ficou "sentindo as agulhas" nos 2 dias seguintes a aplicação, mas não observou melhora nas dores. Repeti o mesmo tratamento da primeira sessão.

Na consulta seguinte, a terceira, ela informou que dessa vez não teve a "sensação das agulhas". O braço esquerdo continuava doendo quando virava. Dessa vez ajustei o tratamento para: BP6, R3, Taiyang, TA5, ID1(E), TA14(E), IG15(E), Jianneiling(E), ID11, ID10, ID12, ID9 e B60.

Na quarta consulta, a paciente contou que "sentiu novamente as agulhas" por 2 dias. O braço continuava doendo. Ajustei novamente o tratamento utilizando os pontos: F3, BP9, R3, Taiyang, TA5, Jianneiling(E), IG14, IG15, TA14, TA13, TA 15 eVB21. Dessa vez puncionei dos 2 lados do corpo.

Quinta sessão, eu esperava um relato de uma ligeira melhora, mas nem tudo é como nós esperamos. A paciente sai da última consulta "sentindo as agulhas", durando até o dia seguinte e, segundo ela, não havia melhorado nada. Evoluí mais ainda o tratamento da seguinte forma:

Pontos do lado esquerdo: ID11, ID9,ID10, TA14, IG15, IG16, Naoshang, P7, P9, P10, Jianneiling e Ashi do braço.

Pontos do lado direito: BP2, BP3 e R3.

Sexta sessão, aguardando uma boa notícia, até então nunca havia tido uma paciente sem resultado algum em mais de 2 consultas. Era tudo novidade para mim! Bem, a notícia não foi boa.... As dores haviam aumentado, ela sentiu diferença, doía quando esticava o braço, sentia repuxar. Diminuí o número de pontos, utilizei: F3, IG4, CS6, Jianneiling(E), IG15(E), IG14(E), B60, ID9, ID10, ID11 e ID12.

Bem, chegamos na sétima, sétima consulta! Agora sim, vamos ter resultado? Que nada, muito pelo contrário, as dores aumentaram e a paciente teve que tomar um remédio. Evoluí mais ainda o tratamento colocando os pontos: F3, IG4, Taiyang, Jianneiling(E), IG14(E) e Ashi no braço esquerdo e também no dedo médio da mão esquerda, B60, ID9(E), ID10(E), ID11(E), IG15(E), TA14(E) e Ashi no ombro esquerdo.

Enfim uma boa notícia na oitava sessão! O Dedo havia melhorado bastante, não tem sentido dor no braço e o ombro e punho esquerdos doíam com menor intensidade. Dessa vez utilizei os pontos: R3, BP3, IG14(E), Jianneiling(E), C7 e Ashi no dedo médio da mão esquerda.

Durante o intervalo da oitava para a nona sessão a paciente fez uma ultrassonografia do braço e, segundo a avaliação do médico, esta melhorando a artrite. A paciente estava sem dores e já efetuava movimentos que não fazia antes. Trabalhei os pontos: F3, C7, IG14(E), Jianneiling(E) e Ashi no dedo médio da mão esquerda. Apliquei moxa no pontos IG14(E), Jianneiling(E).

Na décima sessão a paciente já não apresentava nenhuma dor, mesmo pressionando o local, e também não havia limitação demovimentos. Isso estava ocorrendo desde a saída da ultima sessão. Como reforço apliquei agulha nos pontos:  Taiyang, Jianneiling, IG14, F3 e E36. Pronto a paciente estava de alta.

De longe o tratamento dessa paciente foi o que mais me fez ver como temos que estar sempre nos atualizando, estudando, aprimorando. Procurando sempre alternativas para a melhora do paciente. Temos que ter sempre uma variação de pontos para um mesmo sintoma, afinal os pacientes são indivíduos diferentes e temos que ter formas diferentes de tratá-los.

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Tristeza tem fim, felicidade não

tristeza

Gosto muito de ouvir música, principalmente MPB, ela é uma das energias que me move, mas, ao analisarmos algumas letras de nossas músicas, vemos que foi a Tristeza que inspirou o autor a compor àquela linda canção. Podemos ver que, apesar de um sentimento aparentemente ruim, pode ser bastante produtivo e criativo quando estamos passando por ele.

Na Medicina Oriental os sentimentos são sempre bem-vindos, desde que ele não seja uma constante em nossa vida. No caso da Tristeza o excesso dela pode nos trazer desequilíbrios relacionados ao Meridiano do Pulmão, ocasionando coriza, resfriados recorrentes tosse, asma, pele ressecada... por que pele ressecada? Bem, os Meridianos estão sempre ligados a outro fatores da natureza, afinal somos parte integrante do universo e, nesta concepção, existe um relacionamento entre o Pulmão, Pele, Pelo, Tristeza, Outono, sendo o seu Elemento o Metal... tendo como o sabor Picante como tonificante deste Elemento.

Para evitar ou nos recuperar dos desequilíbrios deste Meridiano devemos incluir em nossa alimentação pitadas de gengibre, alho poró, peixe, carne de aves, hortaliças na chapa quente, cenoura e beterraba cozidas, gersal além de praticar exercícios respiratórios - Thi Kung e Tai Chi Chuan, ser usuário de terapias energéticas – Tui na, Shiatsu, Acupuntura - e manter uma vida ao ar livre, buscando um contato com a natureza e com os amigos, assim afastaremos àquela tristeza e baixo astral para bem longe.

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Acupuntura – Arte milenar de cura

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A Acupuntura vem se destacando no mundo ocidental pelos brilhantes efeitos  ocasionados por ela, mas o que é a Acupuntura? Bem, em uma explicação simples podemos dizer: é uma técnica onde, com o estímulo de determinados pontos da superfície da pele, através de agulhas especiais, permite que o organismo exerça a sua capacidade de autocura.

Mas, o que isto quer dizer? Dentro da concepção chinesa não existe doença e sim um desequilíbrio energético e a Acupuntura é uma das formas de readquirir a harmonia perdida. Com isso podemos tratar várias manifestações ocasionadas por nossa vida moderna, eis algumas: enxaqueca, gastrite, stress, indisposição, distúrbios hormonais, insônia, asma, bronquite, distúrbios menstruais (inclusive cólicas), enjoos (inclusive da gravidez), paralisia facial, sinusite, rinite, gripe, resfriado, incontinência urinária. Auxilia, ainda, no tratamento de viciados em álcool e drogas. Isto sem falar no que as pessoas mais costumam associa-la: dores do aparelho musculoesquelético (coluna, joelho, ombro etc.).

Quanto mais recente o desequilíbrio, melhor e mais rápida a possibilidade de resolvê-lo. A Acupuntura é, essencialmente, preventiva por isso é importante a sua utilização antes que o desequilíbrio se manifeste em sua plenitude, isto é, sabemos que estamos bem, mas, ainda não há sintomas definidos, naquela fase do mal estar.

A Acupuntura é perfeita, pode se associar a diversos outros tratamentos – homeopatia, fisioterapia, alopatia – sem que perca o seu efeito.

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Muitas pessoas temem a Acupuntura, pois associam a inserção da agulha com a dor, o que, na grande maioria das vezes não ocorre. Normalmente o que acontece é uma sensação de “choque” quando da colocação da agulha, passando logo a seguir.

Ela é isenta de efeitos colaterais, algumas pessoas sentem-se sonolentas e relaxadas após a sessão. Existem casos raros de piora dos sintomas seguida pela melhoria da condição.

Muitos estudos ainda estão sendo feitos com relação a esta Arte de Curar para que possamos entender os seus efeitos segundo a nossa lógica ocidental, mas uma coisa podemos afirmar, é uma terapia que auxilia na cura de nosso corpo e mente.

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Menopausa, como a Acupuntura pode ajudar

Atendi esta paciente pela primeira vez em 1997 com Shiatsu, antes de minha formação em Acupuntura. Nesta época ainda não tinha meu consultório e os meus atendimentos eram em domicílio. No ano 2.000, voltei a atendê-la, desta vez em meu antigo consultório e com Acupuntura, os 2 atendimentos forem para tratar de dor lombar irradiando para a lateral da perna, pois ela é Fisioterapeuta atuante e na profissão as vezes é necessário uma ajuda. Ah sim! Muito importante! Em 1992 eu era paciente dela, minha Fisioterapeuta preferida que cuidou muito bem das minhas dores na cervical e lombar, provenientes de horas trabalhando em frente ao computador.  Bem! Vamos ao tratamento atual. Ela me procurou, pois, há 3 anos, estava na menopausa e transpirava muito encharcando toda a sua roupa e isso, além do incomodo que ela sentia devido ao calor, isto estava atrapalhando os seus atendimentos, causando um certo desconforto para os seus pacientes. Junto com a transpiração também havia alterações de humor (raiva e choro) e piora dos sintomas toda vez que tinha alguma preocupação. Já estava em tratamento com Florais e Homeopatia há algum tempo, mas não tinha obtido resultado. Minha opção de tratamento foi pela Acupuntura e, na primeira sessão, utilizei os pontos: Yintang, P7, IG11, IG4, F3, R3 e BP6 Na segunda sessão a paciente relatou que não percebeu nenhuma melhora dos sintomas. Repeti a mesma sequência de pontos. Na terceira sessão ela informou que teve uma melhora, pois os intervalos de crises estavam maiores e com menos intensidade. Desta vez incluí os pontos B20, B23 e VG4 no tratamento. banner blog - curso agulhamento na dor Durante a quarta sessão, ela contou que estava bem até dois dias antes do tratamento, mas teve uma crise devido a um estresse familiar. Repeti a mesma sequência de pontos da última sessão. No quarto atendimento ela já estava há 3 dias sem grandes crises, os episódios estavam mais suaves e vespertinos. Estava contente, pois as pessoas já percebiam a mudança. Repeti os postos e acrescentei o E36. Ficamos 2 semanas sem tratamento, devido uma impossibilidade minha. No retorno do tratamento ela comentou do efeito da última sessão, estava mais disposta e voltou a correr. Creditou isso ao ponto da última sessão (E36), pois foi a única ação diferente. Expliquei que realmente era este o objetivo e mantive o tratamento da última sessão. Atualmente, após 8 sessões, a paciente está certa que a Acupuntura foi eficaz no seu tratamento, mantendo a transpiração regulada, mesmo quando tem algum tipo de estresse. Fiquem a vontade para comentarem e pedirem ajuda nos seus tratamentos, estou sempre disponível para isso.

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