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Fascite Plantar, não sabia que o Shiatsu tratava tão bem

Esta paciente veio através de uma promoção do Peixe Urbano, em 2011. Foi a única que fez mais de uma sessão. O seu objetivo era relaxar, mas durante a anamnese relatou Calcificação no Ombro esquerdo e Tendinite nos 2 pés com reflexo na batata da perna, segundo as palavras dela. Esta tendinite havia começado há 2 meses e meio, tendo feito fisioterapia e utilizado medicação sem resultados. A paciente sofria com isso, pois tinha que utilizar sapato alto devido ao seu trabalho e no final do dia sentia muita dor. Pelo histórico anterior dos pacientes do Peixe Urbano, acreditava que a paciente faria somente uma sessão, mas minha missão é sempre proporcionar a melhor experiência para o paciente e procurar sempre eliminar o seu sofrimento, no caso a dor gerada pela Fascite Plantar. Começamos a sessão de Shiatsu, sempre com um ambiente acolhedor, música suave e luz azul para tranquilizar. Fiz o Shiatsu completo trabalhando todos os meridianos. Acrescentei, ainda, Tiger Balm na panturrilha e calcanhar, trabalhando bastante no B60 e R3. Também alonguei a panturrilha enquanto passava a Tiger Balm na região. Dois dias depois a paciente ligou me pegando de surpresa, pois, como falei antes, não era o perfil dos paciente oriundo da promoção. Ela relatou que havia melhorado muito e estava sem dor, o que nunca havia acontecido. Marcamos para a semana seguinte. Na segunda sessão a paciente relatou que passou a semana toda muito bem como há muito não acontecia, só que no dia anterior utilizou um sapato que prejudicou o pé e no dia da sessão estava com dor. Basicamente eu repeti o atendimento, Shiatsu completo com algumas variações e Tiger Balm nos calcanhares e nas panturrilhas. Informo sempre aos meus pacientes que problemas no pé sempre são mais complicados, por um motivo simples, nós andamos e ele, o pé, sustenta o peso do nosso corpo e sempre está se movimentando, não fica estático. Ele somente descansa quando deitamos, mas nos dias de hoje o tempo que ficamos deitados é muito reduzido, sempre estamos repletos de atividades e nunca conseguimos parar. É uma briga desigual, 10 horas em pé por dia contra 1 hora de sessão por semana. As sessões seguintes seguiram o mesmo procedimento, basicamente, Shiatsu e Tiger Balm em todas as sessões, até que, após 2 sessões sem dor, a paciente teve alta.

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Fui brincar de dança das cadeiras e meu joelho não para de doer

Dor no joelho Era abril de 2004, uma mulher com voz idosa liga para marcar consulta por indicação de uma amiga. Sr. Aldemir minha amiga indicou o senhor para tratar o meu joelho, ele não para de doer. Eu moro longe, será que eu vou ficar boa? Será muito sacrifício! Falei que eu não trato do joelho dela e sim dela como uma pessoa, como um todo, mas teria que fazer uma avaliação para emitir um parecer adequado. Marcamos a consulta para o dia seguinte. Ela tinha 65 anos na época, sentia muitas dores na lateral interna do joelho direito há cerca de 5 meses. Ela estava brincando com as amigas de dança das cadeiras. Com isso ela não estava conseguindo firmar a perna. Segundo ela o ortopedista tinha diagnosticado Tendinite. As dores eram diárias, sem hora, tinha dias que eram mais vezes que outros. As dores eram acompanhadas de uma "fisgada". Durante este período a paciente havia feito tratamento através de Fisioterapia e remédios. banner blog - moxa Durante a anamnese relatou que não efetuou cirurgias ou ficou internada, mas informou que fez 3 abortos (opcionais), teve 4 filhos, sendo que 2 morreram após o parto. Não bebia e nem fumava. No momento não estava tomava nenhum remédio. Ao levantar pela manhã, parecia que não havia dormido, doía tudo. Estas dores passavam após 15 minutos. Gostava mais do calor, pois a friagem fazia com que o joelho doesse mais. A preocupação era uma constante e durante o sono parecia que estava trabalhando. Bem, iniciei o tratamento, como sempre, logo na primeira consulta e elegi os pontos "olhos do joelho" (lado direito), Heding (lado direito), BP9, BP10, BP6, E36 e R3. Apliquei Moxa nos pontos "olhos do joelho", Heding, BP9, BP10, BP6, E36. Na sessão seguinte a paciente informou que nos primeiros dias ficou bem, mas depois as dores voltaram. Parece que a dor está "dentro do osso". Repeti o tratamento da sessão anterior e acrescentei os pontos F3 e B60. A paciente está andando melhor, segundo o seu relato na terceira sessão, no dia da sessão estava doendo a parte posterior do joelho. Repeti o tratamento da sessão anterior e acrescentei os pontos B20, B23 e CS6. A dor no joelho estava 90% melhor na quarta sessão, mantive o mesmo tratamento realizado na última sessão. Na quinta sessão a paciente estava sem nenhuma queixa, sem dor, andando bem, ou seja, momento de ter alta do tratamento.  Realmente a Acupuntura e a Moxa são bastante eficazes no tratamento das dores das articulações, gosto muito dessa combinação, assim como, do tratamento com uma delas individualmente.  Até o nosso próximo encontro, é sempre muito bom relatar aqui a lembrança desses momentos em que fui o intermediário para uma melhor qualidade de vida para os meus pacientes.

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Nem tudo é sucesso – Não alcancei a melhora do paciente

Pé Bem pessoal, nem tudo na vida é sucesso, as vezes nós teremos queixas dos pacientes que não poderemos melhorar, bem afinal Acupuntura não é 100% de resultado e o insucesso faz parte de nossa vida profissional e temos que ter consciência disso. Paciente do sexo feminino, com 58 anos na época, alta executiva de uma grande empresa. Já vinha com um diagnóstico médico, pois há 2 anos se encontrava em tratamento. Tinha Fascite Plantar  e Neuroma de Morton e eram os objetivos do tratamento. Devido a sua profissão utilizava sapatos altos e com bico fino, ou seja, comprimiam os dedos do pé piorando a dor. Já havia procurados vários tipos de tratamento, se consultado com vários ortopedistas e fisioterapeutas. Isso tudo ocasionava muito estresse, prejudicando o seu desempenho no trabalho, pois sentia dores durante todo o dia e, ao final de cada expediente, no próprio escritório, fazia massagem nos pés para aliviar as dores. Havia realizado cirurgias para retirada de um nódulo próximo a tireoide, retirado do útero e alguns cistos. Não fumava, assim como não havia utilizado drogas e não era usuária de bebidas alcoólicas. Tinha 2 filhos das suas 2 gravidezes. No seu histórico familiar tinha o pai hipertenso e mãe com câncer de mama. Na primeira consulta elegi os seguintes pontos: Taiyang, IG4, CS6, BP6, R3, F3, B60, B62, B63, B64, além de efetuar alongamento e massagem com Tiger Balm nos pés. Na segunda sessão a paciente relatou melhora nos dias seguintes a sessão, mas voltou a dor novamente após o terceiro dia. Repeti os pontos da primeira sessão e acrescentei VB20, VB21 e B18.

Na terceira sessão os pés da paciente estavam doendo, mais acentuada no pé direito. Ela relatou que a área do calcâneo estava com uma "sensibilidade esquisita". Desta vez utilizei os pontos: Taiyang, IG4, BP6, R3, F3, VB20, VB21, B18, B60, B61, B62, B63, B64, B65, pontos Ah-shi no calcanhar.

Quarta sessão: Estava bem, dores diminuíram, mas o pé direito doía mais. Alterei a sequência de pontos para: Taiyang, CS6, IG4, E36, BP6, F3, VB20, VB21, B18, B60, b61, B62, B63, B64, B65, além dos pontos Ah-shi no calcanhar. Realizei ainda alongamento e massagem com Tiger Balm nos pés.

As dores tinham diminuído tanto que a paciente, já que estávamos no carnaval, foi ao sambódromo e na quinta sessão o pé estava "maltratado", segundo ela mesma. Repeti os procedimentos da última sessão.

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O grau de desconforto havia diminuído, segundo o relato na sexta sessão, "deu para esquecer". O pé direito continuava doendo mais. Desta vez, além de repetir os pontos da última sessão, incluí Moxa nos pontos B63, B64, B65 E Ah-shi no calcanhar.

A esta altura do tratamento, sétima sessão, esperava estar preparando a alta da paciente, mas não foi isso que aconteceu. Ela "exagerou" no final de semana e estava com as dores aumentadas, mais ainda no calcâneo direito, nova mudança de pontos: IG4, C7, BP6, R3, R2, F3, VB20, B60, b61, B62, B63, B64, B65, Ah-shi do calcanhar e  alongamento e massagem com Tiger Balm nos pés.

O tratamento estava instável, melhorava e piorava, até que na 14ª sessão, alterei radicalmente os pontos, pois a dor no calcanhar continuava, a paciente também havia tido uma virose e as queixas estavam evoluindo para queimação e dor na panturrilha, elegi a nova combinação de pontos: IG4, CS7, R3, R2, F3 B60 e BP6 com R1.

Bem, parece que a combinação de pontos foi acertada, na 15ª sessão a paciente falou que saiu "pisando nas nuvens" após a última sessão. Repeti o mesmo procedimento da consulta anterior.

As consultas seguintes foram de dor, a paciente, em função de suas escolhas profissionais, frequentava muitos shows, utilizava sapatos bonitos, elegantes e inadequados, dentre vários outros fatores. Sentia uma melhora na sua dor e tomava uma atitude que fazia com que ela voltasse. Por esta razão, em uma consulta que ela veio de muleta e com os pés inchados, resolvi não atendê-la mais, mesmo ela relatando que de todas as terapias que ela fazia o tratamento realizado com Acupuntura era o que dava resultados mais significativos.

Estava me sentindo impotente.... Não conseguia adequar o tratamento a realidade da paciente.... Sei que a participação do paciente é, muitas das vezes, fundamental para o tratamento, mas no mundo competitivo em que vivemos, fazer com que as pessoas deixem de trabalhar ou fazer algo que que lhe proporcione alegria e prazer é frustante. Eu estava sendo a bengala da paciente, fazia a consulta, melhorava e voltava as atividades mais desgastantes, fazia a consulta, melhorava....

Como falei no início do texto...nem tudo na vida é sucesso. 

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A Beleza do Shiatsu no Tratamento da Dor

shiatsu_joelho Esta paciente procurou o Shiatsu por indicação, já se tratava com Acupuntura e também já havia sido atendida com Shiatsu com outros colegas. Sua queixa principal era dor no joelho direito devido a uma calcificação. Isto estava prejudicando muito a sua locomoção, pois não tinha firmeza no caminhar e ficava insegura com isso, apesar de andar de bengala. Ela tinha 71 anos na época e tem joelho Geno Valgo, daí, acredito, que tenha surgido a calcificação. Expliquei que o Shiatsu não melhoraria a sua calcificação, mas que melhoraria a sua dor e daria firmeza em seu caminhar. Expliquei ainda, que existem vários estilos de Shiatsu e que, possivelmente, o estilo que utilizo era diferente de onde ela havia feito. Na primeira sessão apliquei o Shiatsu completo com poucas manipulações, afinal a paciente era idosa e o tratamento seria longo. Na segunda sessão a paciente relatou que achou estranha a última sessão, pois os estilos de Shiatsu que ela havia feito começavam de "barriga para cima" e eu havia começado de "barriga para baixo", além disso, ela sentiu dores no dia seguinte e teve um pouco de arrependimento. Pensou, amanhã vou ligar e desmarcar a próxima consulta! Mas ficou surpresa da maneira que levantou no segundo dia após a sessão. Estava mais ativa! Com mais mobilidade! As dores estavam bem menores! Então percebeu que estava no tratamento certo. Neste dia acrescentei manipulação no joelho direito, tratei os pontos locais E35, E36, Neixiyan e Heding. Na terceira sessão estava bem melhor, relatou que estava com mais flexibilidade, mas a perna ainda "travava", demorava a pegar, só depois de um pouco de movimento ela ficava "normal". Repeti o mesmo tratamento da segunda sessão e acrescentei a "Tiger Balm" no joelho direito.

Quando um paciente me procura para atendimento de Shiatsu, costumo utilizar somente esta técnica, mas em alguns tratamentos de dor utilizo a "Tiger Balm" para potencializar o efeito terapêutico do Shiatsu, o que foi necessário neste tratamento.
A partir da quinta sessão a paciente passou a caminhar com mais segurança, a pisada e o andar estão mais firmes e não tem mais medo de esbarrões na rua, pois já havia caído em função disso. Ah sim! Ela não usa mais bengala. Atualmente ela está de alta do Shiatsu, mas recomendei que fizesse Pilates para manter-se ativa e com firmeza muscular necessária para o seu dia a dia.

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