(21)2245-6085 - WhatsApp (21)96530-4354 - faleconosco@espacoartedecurar.com.br
Mostrando os lugares marcados com: aldemir chaves

Depressão, a cura pela Acupuntura

Ele já era um paciente antigo, o atendi pela primeira vez em fevereiro de 2012, desta vez ele ligou para saber se a Acupuntura trataria Depressão, respondi que haveria uma avaliação para verificar a possibilidade. Este paciente sempre foi muito objetivo, gosta de saber da realidade no tratamento, e não poderia dar uma resposta antes de saber as possibilidades reais de tratamento. Cada indivíduo tem suas características próprias e devemos respeitá-las. Isso é fundamental neste tipo de tratamento, além de conhecer a MTC você deve conhecer bem o seu paciente, fazer uma boa anamnese é essencial para o sucesso do tratamento. No momento da primeira consulta do tratamento, ele relatou que a depressão havia começado há cerca de 7 meses e estava em tratamento com psiquiatra (de forma medicamentosa) e com psicólogo (com sessões semanais), mas ainda não estava tendo o resultado esperado por ele. Não acredito que a Acupuntura seja uma terapia complementar, mas sei que em alguns tratamentos ela deve agir em parceria com outras e esse era um deles. Ele contou também que ficava muito desanimado pela manhã e após o almoço, tinha uma dor abdominal grande, mas era efeito colateral dos remédios referiu também dor lombar. Fiz um prognóstico de tratamento de 10 sessões com percepção de melhora na 5ª sessão. Na primeira sessão utilizei os seguintes pontos: Yintang, VG24, VB13, VB40, F3, IG4 (adoro o IG4), VC12, VC15, VC17, VG4, B23 e VG20. Na segunda sessão ele relatou melhora acentuada na dor lombar logo após o tratamento, mas, por acreditar que estava bom, foi carregar o carrinho de supermercado e a dor voltou. A dor abdominal continuava igual, assim como estado depressivo. Disse ainda que estava com uma compulsão por doce. Dessa vez utilizei os seguintes pontos: Yintang, VG24, VB13, F3, BP3, BP6, E36, IG4, VC12, VC15, VC17, VG4, B23 e VG20. Na semana seguinte, fizemos a terceira sessão, foi uma sessão de boas notícias. Houve melhora em todos os sintomas, dor abdominal, lombar, assim como a depressão tinham diminuído, mas a compulsão por doce continuava. Fiz pouca alteração nos pontos, mas o tratamento tinha que evoluir: Yintang, VG24, VB13, F3, BP3, BP6, E36,VB40, IG4, VC12, VC15, VC17, VG4, B23, B13, B15 e VG20. Ele contou que a ficava bem até 4 dias após a sessão, isto no nosso quarto encontro de tratamento, a ânsia por açúcar estava diminuindo. Repeti  os pontos da última sessão. Hora de evoluir ainda mais o tratamento. Na quinta sessão, introduzi a moxa Nein Ying, pois ela contém seguintes ervas: Curry, ginseng, canela, gengibre seco, pimenta, mirra e artemísia. Concentra mais calor devido ervas e é indicada para revitalizar a energia vital em pacientes enfraquecidos ou idosos, que era a situação do paciente. Utilizei os seguintes pontos: Yintang, VG24, VB13, F3, BP3, BP6, E36,VB40, IG4, VC15, B13 e B15. A Moxa foi utilizada nos pontos BP3, E36, B13 e B15. Estes pontos se mantiveram até o final de tratamento, mas a partir da 6ª sessão comecei a preparar o paciente para a alta, ou seja, as sessões passaram a ser quinzenais, mas sempre monitorando o estado do paciente. Na décima sessão não utilizei moxa e o paciente estava bem, um pouco inseguro ainda, mas sem o processo depressivo. Aliás ele estava relatando receio da depressão retornar. Falei que isso era bom, sinal que ele não estava mais com ela. Muitas pessoas acreditam que a Acupuntura é somente para a dor osteomuscular e não é. A Acupuntura vai muito além disso ela trata a pessoa como um todo, ela é integral.

Saiba mais

Deixar o paciente roxo com ventosas está errado?

Vários profissionais e alunos me perguntam se deixar o paciente roxo com Ventosas está errado. A minha resposta é sempre - Não, não está errado, mas você pode alcançar os efeitos satisfatórios sem causar roxidão na pele do paciente. Vou explicar melhor. Quando comecei a trabalhar com as terapias orientais utilizava a Ventosa desta maneira, deixando as pacientes todas marcadas, com isso elas não podiam ir a praia. Para uma carioca da zona sul isso é quase que cortar suas pernas. Nós adoramos praia, o local mais social e democrático que temos, adoramos exibir o corpo, idolatramos um corpo  bronzeado. Um fim de semana de sol sem ir a praia é muito sacrifício. Com isso, as pacientes, mesmo com as queixas diminuídas elas não voltavam, pois acreditavam que o benefício alcançado não valia a pena devido ao final de semana perdido, era melhor tomar uma medicação. Tive que criar um método que eu tivesse o mesmo resultado, mas sem as marcas, pois com o sol elas podem marcar a pele para sempre. Comecei a associar a Moxa com a Ventosa, criando um método próprio na aplicação da Ventosa para que não ocorresse manchas ou, se acontecesse, fosse o mínimo possível. Foram anos de tentativas, muitos erros e também muitos acertos até ter uma série de protocolos eficazes para as dores mais comuns em consultório.   Deu certo, tão certo que resolvi compartilhar isso para meus alunos através de um curso. Então criei o primeiro curso associando as técnicas de Moxa e Ventosa e deu muito certo. Vários pacientes são beneficiados com os protocolos ensinados no curso, liberando os desbloqueios existente, sanando a dor e os desconfortos causados pelas atividades do dia a dia. Adoro a Medicina Chinesa e seus recursos, melhor ainda, quando podemos adaptar as técnicas as nossas cultura e realidade, mantendo sempre assim a técnica atual através de sua evolução. Se você gostou deste texto, compartilhe em suas redes sociais. Faça aqui o seu comentário, o que você acha disso?

Saiba mais

Fascite Plantar, não sabia que o Shiatsu tratava tão bem

Esta paciente veio através de uma promoção do Peixe Urbano, em 2011. Foi a única que fez mais de uma sessão. O seu objetivo era relaxar, mas durante a anamnese relatou Calcificação no Ombro esquerdo e Tendinite nos 2 pés com reflexo na batata da perna, segundo as palavras dela. Esta tendinite havia começado há 2 meses e meio, tendo feito fisioterapia e utilizado medicação sem resultados. A paciente sofria com isso, pois tinha que utilizar sapato alto devido ao seu trabalho e no final do dia sentia muita dor. Pelo histórico anterior dos pacientes do Peixe Urbano, acreditava que a paciente faria somente uma sessão, mas minha missão é sempre proporcionar a melhor experiência para o paciente e procurar sempre eliminar o seu sofrimento, no caso a dor gerada pela Fascite Plantar. Começamos a sessão de Shiatsu, sempre com um ambiente acolhedor, música suave e luz azul para tranquilizar. Fiz o Shiatsu completo trabalhando todos os meridianos. Acrescentei, ainda, Tiger Balm na panturrilha e calcanhar, trabalhando bastante no B60 e R3. Também alonguei a panturrilha enquanto passava a Tiger Balm na região. Dois dias depois a paciente ligou me pegando de surpresa, pois, como falei antes, não era o perfil dos paciente oriundo da promoção. Ela relatou que havia melhorado muito e estava sem dor, o que nunca havia acontecido. Marcamos para a semana seguinte. Na segunda sessão a paciente relatou que passou a semana toda muito bem como há muito não acontecia, só que no dia anterior utilizou um sapato que prejudicou o pé e no dia da sessão estava com dor. Basicamente eu repeti o atendimento, Shiatsu completo com algumas variações e Tiger Balm nos calcanhares e nas panturrilhas. Informo sempre aos meus pacientes que problemas no pé sempre são mais complicados, por um motivo simples, nós andamos e ele, o pé, sustenta o peso do nosso corpo e sempre está se movimentando, não fica estático. Ele somente descansa quando deitamos, mas nos dias de hoje o tempo que ficamos deitados é muito reduzido, sempre estamos repletos de atividades e nunca conseguimos parar. É uma briga desigual, 10 horas em pé por dia contra 1 hora de sessão por semana. As sessões seguintes seguiram o mesmo procedimento, basicamente, Shiatsu e Tiger Balm em todas as sessões, até que, após 2 sessões sem dor, a paciente teve alta.

Saiba mais

Tenho uma perna dormente, tem tratamento?

acupuntura na perna A maioria dos meus pacientes são por indicação e esta não seria diferente, era amiga de 2 outros pacientes. Bem, vamos ao tratamento. Paciente do sexo feminino, na época ela tinha 31 anos de idade, sua principal queixa era dormência na perna direita, com movimentos involuntários há cerca de 1 ano. Todos os exames se apresentavam normais (RX e ressonância). Esta condição ocorria quase todos os dias, associados a respiração ofegante. Já havia realizado sem sucesso tratamento com RPG. Ela tinha alergia a poeira, feijão, leite, soja e derivados. Por passar a sua hora de nascimento, ela nasceu através de cesariana. Vários parentes maternos faleceram por infarto. Não fuma, nunca utilizou drogas, bebe socialmente e é de fácil relacionamento. Estava sempre cansada, principalmente após o almoço, mas melhorava ao final do dia. No primeiro atendimento, optei pelos seguintes pontos: Taiyang, IG4, E36, BP6, B15 e B23. Todos em Tonificação. No atendimento seguinte a paciente relatou que não sentiu cefaleia (note, ela não informou esta queixa na primeira consulta) e que a dormência da perna não tinha sido tão aguda, melhora de 40%. Alterei os pontos para F8, F3, BP6, R3, IG4, Taiyang, B17, B18, B20 B23 e E36. Sempre com a técnica de Tonificação. Na terceira sessão, a paciente informou que está com mais energia e a dormência na perna diminuiu a intensidade e não sente todos os dias. Tonifiquei os pontos para F8, BP6, R3, IG4, Taiyang, B17, B18, B20 B23 e E36. banner blog - curso agulhamento na dor_2 A paciente chegou para a quarta sessão informando que esteve muito gripada, mas sem dormência, no entanto estava muito cansada. Estava com dor nas costas, devido a mudança de residência. Alterei o tratamento para privilegiar a situação de momento. Utilizei os pontos: Taiyang, IG4, P7, BP3, BP6, E36, B17, B15, B134 e B20. Agora a dormência está somente até o joelho, falou animada a paciente na quinta sessão. Como a evolução do tratamento estava boa, a paciente optou por atendimento de Shiatsu. Fiz Shiatsu dando atenção aos Meridianos envolvidos no desequilíbrio energético, ou seja, Fígado e Baço. Após isso esta última sessão a paciente não teve mais os sintomas da sua queixa principal, dormência na perna direita, com movimentos involuntários, mas permaneceu com suas sessões semanais para outros tratamentos, pois ela descobriu que a Acupuntura é muito além da dor.

Saiba mais