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Uma reação diferente no tratamento de Acupuntura

dor no joelho O paciente ligou para saber se a Acupuntura trataria a dor no joelho, respondi que em princípio sim, mas haveria uma avaliação antes de iniciar o tratamento dele. Como falei em outro Post, não gosto de descrever meus tratamentos como "casos", pois cuido um ser integral, então não é um caso, é uma pessoa. No momento da consulta ele relata como queixa principal dor e inchaço no joelho e perna direita. A dor migra entre joelho, tornozelo e 1° dedo (hálux). Relata também ciatalgia (protusão L4/L5) e depressão, além de ser hipertenso e utilizava medicamento, segundo orientação médica. Na época ele tinha 70 anos e era muito ativo. As dores o impediam de jogar basquete com os amigos e caminhava com dificuldade. Passava por um momento que a intolerância predominava nas suas emoções. No momento da sessão estava com a pressão arterial alterada (170x100), mesmo com o medicamento. Diferentemente da maioria dos Acupunturistas, não sou adepto da sangria para baixar a pressão arterial, sempre optei por utilizar técnicas do Shiatsu. Então pressionei com os polegares o R1 simultaneamente por cerca de 3 minutos. Pronto, pressão arterial normalizada (130x80). Iniciei o tratamento com a Acupuntura. Identifiquei um desequilíbrio da energia do Fígado, já que a dor era migratória (vento) e seguia parte do trajeto deste Meridiano, além de apresentar intolerância (irritabilidade). Mas também continha desarmonia no Baço-Pâncreas devido a protusão discal e inchaço. Os principais pontos utilizados foram: Yintang, VC17, F3, IG4. No lado direito apliquei E36, Neixiyan ("olhos do joelho") e Heding. Estes foram utilizados na primeira sessão. No dia seguinte o paciente ligou, pois ele sentiu febre (reação incomum), eu  o orientei com relação aos procedimentos sobre a febre e informei que nunca havia visto um relato desta natureza descrito na literatura. O paciente confiou no que informei e marcou a sessão seguinte. Na segunda sessão o paciente informou que a dor aumentou muito no dia seguinte (reação diferente, mas comum no tratamento de Acupuntura). No terceiro dia a dor do joelho havia passado, mas foi transferida para o pé. No quarto dia estava sem dor, por isso, achou que estava bom e foi ver os carros alegóricos. Ah sim! Estamos no Rio de Janeiro na semana do carnaval. Quem conhece, sabe o tamanho da Av. Presidente Vargas onde ficam os carros alegóricos esperando o desfile. Resumindo, ele andou vários quilômetros e a dor no joelho voltou. Na segunda sessão utilizei os pontos: Yintang, VC17, F3, IG4. No lado direito apliquei E36, Xiyuan ("olhos do joelho"), Heding, BP9, BP5, F4 e E41. Fizemos mais uma sessão repetindo os pontos utilizados na sessão anterior. Passados 4 dias após a segunda sessão, liguei para o paciente para verificar se ele estava bem. O relato foi animador, estava sem nenhuma dor, caminhando normalmente. Atualmente, este paciente retorna anualmente para "bater um papo" e, claro, equilibrar-se energeticamente, pois agora ele sabe o grande efeito que a Acupuntura faz. banner blog - curso agulhamento na dor

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Acupuntura na Ausência de Menstruação

acupuntura e moxa Hoje vou relatar um tratamento efetuado em uma paciente que tinha com a sua queixa principal a ausência de menstruação (amenorreia). Quem me conhece sabe que não gosto de descrever meus tratamentos como "casos", afinal estamos falando de uma pessoa que confiou em você para cuidar dela e, cuidamos dela como um ser integral, então não é um caso, é uma pessoa. Ela tinha na época 26 anos e não menstruava desde os 18, portanto estava há 8 anos sem menstruar. Já fazia tratamento médico com reposição hormonal e cálcio, informou também que já apresentava osteopenia. Ela foi diagnosticada como menopausa precoce. Ela relatou que não efetuou cirurgias, não tinha alergias conhecidas e das doenças infantis teve catapora. Assim como andou e caminhou na época adequada. Nas patologias da família informou apenas hipertensão do avô paterno. Utiliza álcool somente em eventos sociais. O meu diagnóstico foi de Deficiência de Sangue do Fígado, iniciando o tratamento no mesmo dia,  com as seguintes premissas:

  • Tonificar o Sangue e a Essência
  • Tonificar o Baço-Pâncreas e o Rim
  • Tonificar o Qi Pós Celestial
Para isso, utilizei Acupuntura e Moxa e os principais pontos utilizados foram: B18, B17, F8, VC4, B20, B23, R3, R6, E36, BP6, B11, VB39, TA4 e E42. A Moxa foi utilizada, juntamente com a agulha, nos pontos B17, E36, VC4, BP6 e B18. A paciente foi cuidada 1 vez por semana em sessão de 1 hora. Durante o tratamento apresentou ansiedade e acordava durante a noite que foi cuidado com a inserção dos pontos Yintang e CS6. Relatou também que passou a ter aversão ao álcool. Após 5 meses de iniciado o tratamento teve a primeira menstruação, passou a sentir um cansaço e teve alteração na pele, passando a ter espinhas - "parecendo adolescente". O cansaço, a pele e a insônia melhoraram e voltou a menstruar no mês seguinte (6° mês de tratamento), passou a fazer exercícios. No 7° e 8° meses também menstruou. No 9° mês foi quando a menstruação se apresentou de forma mais consistente, neste mês também fez ultrassonografia dos ovários e o do lado direito, que antes era atrofiado, estava agora de aspecto normal.  Após 10 meses de cuidados com a Acupuntura, a paciente teve alta. banner blog - moxa

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Guerra de agulhas – Entrevista Revista Epoca

aldemir_site_post Em maio do ano 2.000 dei uma entrevista para a revista Época sobre a polêmica do exercício da Acupuntura no Brasil. Na ocasião tramitava no Congresso um projeto de lei visando a restrição da prática. Somente os médicos poderiam exercê-la.
Bem, como podemos constatar, o projeto não passou de um projeto. Continuamos agindo dentro da legalidade e, melhor, levando saúde e bem-estar para os nossos pacientes. Boa leitura para todos! "Guerra de agulhas Técnicos e médicos brigam para definir quem pode exercer a profissão de acupunturista no Brasil GLEISE SANTA CLARA O confronto entre acupunturistas e médicos terá novo round até o final de junho. A arena da disputa será o plenário do Senado. Os parlamentares preparam-se para votar o substitutivo do senador Geraldo Althoff (PFL-SC), que reserva aos médicos, dentistas e veterinários o mercado de trabalho em acupuntura. Se virar lei, os 20 mil técnicos em atividade no país só serão autorizados a continuar atendendo caso comprovem pelo menos três anos de atividade na área. E ainda ficarão sujeitos ao controle dos conselhos regionais de medicina. Quem não se encaixar nos novos padrões será banido da profissão.  O projeto foi aprovado no mês passado pela Comissão de Educação do Senado. Se o plenário o aprovar, restará a votação na Câmara. A batalha será longa. Até agora, os médicos levaram a melhor. Argumentam que a terapia das agulhas é invasiva e requer diagnóstico clínico, tarefa que cabe a profissionais formados em universidades. "Houve episódios em que dores nas costas foram tratadas como problema corriqueiro, quando, na verdade, escondiam doenças graves, como câncer ou tuberculose", diz o médico homeopata Ruy Tanigawa, presidente da Associação Médica Brasileira de Acupuntura. "Se ocorrer um erro médico, quem será responsabilizado?" Por muito tempo se disse que a acupuntura, uma prática curativa importada do Oriente, não tem fundamento científico. Mas o número de pacientes cresceu, assim como o de consultórios especializados. Em 1995, o Conselho Federal de Medicina acabou por reconhecê-la como especialidade.  banner blog - moxa Os técnicos se defendem e exibem estatísticas segundo as quais foram registradas, no mundo, apenas 138 complicações relacionadas à prática das agulhas, nos últimos 26 anos. Lembram que a acupuntura e a medicina ocidental não têm mesmo afinidades culturais. "Quem trouxe a prática para o Brasil foram os orientais", diz Aldemir Ricardo Filho, técnico conhecido no Rio de Janeiro. O cirurgião vascular Wu Tou Kwang, que tem uma escola de acupuntura em São Paulo, acha um exagero reservar o mercado para os médicos. "Existem escolas de má qualidade, mas isso se resolveria com controle e regulamentação dos cursos." Até os pacientes opinam. A assistente social Suzana da Cunha faz acupuntura desde 1996. Foi paciente de dois médicos, mas há dois anos recorreu aos serviços de um técnico, por recomendação de uma amiga. "Os médicos não tinham sensibilidade", afirma. Enquanto a disputa não se define no palco da política, os dois lados selam um acordo nos bastidores: formados ou não, aqueles que manejam agulhas precisam ser profissionais acima de qualquer suspeita.  Perfil do profissional  A formação dos acupunturistas 

  • Nos EUA, a formação fica a cargo das universidades
  • No Japão, a tarefa também cabe a faculdades de medicina
·  No Brasil, além de médicos especializados, há técnicos em acupuntura" Veja a matéria no site da Revista Época clicando no link abaixo: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI159390-15257,00-GUERRA+DE+AGULHAS.html

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Acupuntura – Uma terapia surpreendente

Acupuntura A acupuntura costuma surpreender os pacientes, pois o nosso diagnóstico e a forma que vemos e tratamos o paciente difere bastante das outras formas de terapias, principalmente as ocidentais. Começando na primeira consulta onde buscamos o diagnóstico na visão oriental, baseados em relatos profundos da pessoa, desde o seu nascimento, como se alimenta, as suas emoções, convívio social, dentre outros. Verificamos também o pulso e a língua, fundamentais no tratamento. A partir daí, selecionamos os pontos e a metodologia de tratamento, podemos também utilizar recursos complementares, tais como: Moxa (utilização de calor através da erva artemísia), Ventosa (sucção da pele através de pequenos potes) e Shiatsu.

As agulhas são inseridas e deixadas no local, manipulando-as regularmente para estimular a Ki (energia que percorre os seres vivos, segundo a visão oriental), por isso pedimos ao paciente que não se alimente imediatamente antes da sessão ou que não esteja faminto. Após alcançado o objetivo, retiramos as agulhas.
Nas sessões seguintes, normalmente após uma semana, fazemos a evolução do tratamento, analisamos o pulso e a língua e a melhora alcançada, caso seja necessário, alteramos os pontos e a técnica utilizada, que não eram possíveis na sessão inicial, devido ao estado do paciente. Estas sessões duram em torno de 1 hora, de acordo com o paciente e, ao final da consulta, ele sabe que por todo esse período foi ouvido e que cuidamos dele e não de sua queixa. Por isso ele fica surpreendido, surpreendido e feliz.

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