Ergonomia
e Qualidade de Vida
Por Verônica de Lyra Maranhão* e Aldemir Chaves**
As empresas estão se conscientizando da importância de inserir em
seus orçamentos anuais, verbas destinadas à realização de ações
de Saúde, Segurança e Qualidade de Vida para seus funcionários.
Os Gestores perceberam que tais implementações fazem com que seu
corpo funcional se apresente mais saudável e produtivo, gerando
um ambiente organizacional mais ágil e harmônico.
Estas questões têm sensibilizado, também, os órgãos públicos no
sentido de garantir aos colaboradores das empresas melhores condições
de trabalho, prevenindo a instalação de LER e DORT, bem como futuras
situações trabalhistas para os empregadores.
O Ministério do Trabalho e Emprego vem estabelecendo várias Normas
Regulamentadoras - NRs, relativas à segurança e medicina do trabalho,
para prática obrigatória pelas empresas públicas e privadas, assim
como pelos órgãos públicos da administração direta e indireta, pelos
órgãos dos Poderes Legislativo e Judiciário, que possuam empregados
regidos pela CLT.
Dentre estas, encontra-se a NR17, que trata da Ergonomia, estabelecida
em 23 de novembro de 1990, com recomendações de parâmetros que permitam
a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas
do trabalhador e, para lhe proporcionar um maior conforto, segurança
e desempenho eficiente. Nas condições de trabalho são incluídos
os aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga
de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e às condições ambientais,
assim como a própria organização do trabalho.
Nos últimos anos, vimos que a Ergonomia vem ganhando, a cada dia,
mais importância dentro das empresas, não somente sobre o seu aspecto
físico, mas, principalmente, a Ergonomia Organizacional que consiste,
basicamente, em conhecer o trabalho para modificá-lo, visando a
racionalização de processos e implementação de melhorias voltadas
para maior qualidade e segurança na realização dos serviços e obtenção
de resultados mais promissores para a empresa.
O processo de estudos visando a racionalização/melhoria do trabalho
se dá em algumas etapas, a saber:
· Estudos sobre a cultura da empresa;
· Levantamento das rotinas da empresa como um todo ou de uma área
específica;
· Análise das informações obtidas;
· Proposição de ações de melhorias;
· Implantação das ações propostas;
· Manutenção das ações implantadas.
Para a sua reflexão: a sua empresa atua nestas diversas dimensões
no que tange ao bem-estar do trabalhador e otimização da produtividade
empresarial?
*Aldemir
Chaves é especialista em Ergonomia pela PUC-Rio, Administrador,
professor de ergonomia e organização industrial e
sócio-diretor do Espaço Arte de Curar Consultoria em Qualidade de
Vida.
*
Verônica de Lyra Maranhão é Administradora de Empresas, especialista
em Recursos Humanos pela UFRJ, professora de Recursos Humanos em
Instituição de NívelSuperior e sócia-diretora
do Espaço Arte de Curar Consultoria em Qualidade de Vida.